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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Forças Armadas vão combater Aedes aegypti a partir de janeiro no RN.

A partir de janeiro, militares do Exército, Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil entrarão em campo para combate o Aedes aegypti no Rio Grande do Norte. Em coletiva de imprensa na tarde de hoje (9), a Secretaria de Estado de Saúde Pública confirmou o reforço dos militares no combate ao mosquito em oito municípios potiguares. Uma capacitação será realizada entre os dias 22 e 23, 29 e 30 de dezembro. De acordo com o Ministério da Defesa, 700 militares vão atuar no RN.
As equipes serão compostas por dois militares e um agente de endemias, irão percorrer as casas, diariamente, para identificar focos do mosquito. De acordo com a Sesap, foram escolhidos municípios que concentram 80% da incidência dos casos de dengue do estado; entre eles estão Natal, Parnamirim, Macaíba, Ceará-Mirim, Santa Cruz, Caicó, Assú e Mossoró.     
"Eles irão potencializar a ação dos agentes de endemias, com a identificação de focos", afirma Cristiane Fialho, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Sesap. Além do Exército, a Sesap também já dispõe de 21 carros fumacês para apoiar os municípios, e se prepara para a aquisição de larvicidas e UBVs portáteis.
Com a aproximação do verão, também se inicia o período de proliferação do mosquito. Somente até dezembro, o RN registrou 26.854 casos suspeitos de dengue, dos quais 5.642 foram confirmados. O sinal de alerta está aceso porque o mosquito também dissemina a chikungunya -- com 4.033 casos notificados no estado até dezembro, mas nenhum confirmado --, e 6.336 casos suspeitos de Zyka Vírus, com 73 confirmações. 

Microcefalia
 

O Zyka Vírus tem contribuído para o surgimento de malformações em recém-nascidos, a microcefalia sendo a principal destas. Crianças com microcefalia apresentam perímetro cefálico com menos de 32 centímetros -- padrão mundial recém-adotado pelo Ministério da Saúde -- e, com o cérebro reduzido, algumas funções podem ser comprometidas, como a visão, audição e locomoção.
Até agora, 106 casos já foram registrados no Rio Grande do Norte, em 35 municípios. De acordo com a Sesap, o Estado já está fechando o protocolo sobre o referenciamento clínico e de reabilitação destas crianças, inclusive com a publicação de uma nota técnica para os municípios sobre a atenção básica.      
Atualmente, o protocolo básico referencia os casos suspeitos de microcefalia para o Hospital Universitário Onofre Lopes, para a realização de exames complementares. A perspectiva, segundo a Sesap, é que os atendimentos para reabilitação destas crianças sejam feitos pelo Centro Especializado em Reabilitação (antigo CRI). Entretanto, a secretaria tenta contato com outros serviços municipais que também possam receber a demanda.

"Estamos fazendo novas avaliações porque o CRI não vai ter condições de dar conta da demanda, até porque ele não trata apenas da microcefalia, mas de doenças raras e outras anomalias", afirmou o subcoordenador de Ações em Saúde, João Bosco Filho.

Casos de Microcefalia por município

106 casos suspeitos no RN
101 recém nascidos
5 em gestação
7 óbitos registrados no RN

35 municípios registraram casos suspeitos

34 em Natal
10 Mossoró
6 Parnamicim
5 Ceará Mirim

6 municípios registraram óbitos 

2 Parelhas
1 Assu
1 Nova Cruz
1 Ceará Mirim
1 Natal

Fonte: Tribuna do Norte

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