Loja Fina Flor

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Papa faz apelo a países da Europa.


O papa Francisco afirmou ontem que a Europa deve ser capaz de integrar migrantes sem prejudicar a segurança dos cidadãos do continente, reconhecendo que a atual crise migratória representa um grande desafio para os valores europeus. O pontífice disse que o afluxo de refugiados está causando "problemas inevitáveis" e aumentando preocupações sobre "mudanças nas estruturas cultural e social" dos países anfitriões. Também crescem os temores relacionados à segurança, "exacerbados pela crescente ameaça de terrorismo internacional".

"A atual onda migratória parece estar minando as bases do espírito humanista que a Europa sempre amou e defendeu", declarou o pontífice num discurso anual para diplomatas no Vaticano. Com sua "grande herança cultural e religiosa", a Europa detém os meios para encontrar o equilíbrio entre "a responsabilidade de proteger os direitos de seus cidadãos e de assegurar a migrantes assistência e aceitação", afirmou.    
A questão da integração tem sido alvo de acalorados debates neste início de ano, após uma série de ataques sexuais contra mulheres ter sido registrada na noite de Ano Novo na cidade alemã de Colônia. Testemunhas, vítimas e policiais falam que os agressores seriam homens de aparência árabe ou norte-africana. Somente a Alemanha registrou 1,1 milhão de refugiados em 2015, grande parte deles da Síria e do Iraque. A maioria dos refugiados que chegaram à Europa no ano passado são muçulmanos, o que leva muitos europeus a temerem que seja difícil integrá-los à sociedade.
Em 2015, o papa já havia pedido que a Europa aceitasse refugiados. Segundo o pontífice, a integração bem-sucedida dos migrantes trará benefícios sociais, econômicos e culturais para os países anfitriões. Francisco alertou que os países mais afetados pela crise migratória não devem ser deixados sozinhos e pediu "um diálogo franco e respeitoso entre os países – de origem, de trânsito e de recepção – em busca de uma solução sustentável".  
Sobre o episódio das agressões sexuais, o secretário do Interior do estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália, Ralf Jäger, disse que polícia de Colônia cometeu "erros graves" na noite de réveillon. Jäger também confirmou que quase todos os suspeitos da série de ataques têm "origem estrangeira". "A forma como a polícia de Colônia atuou na noite de réveillon é inaceitável", disse Jäger na Assembleia Legislativa local, numa sessão especial para discutir o ocorrido na virada do ano. O secretário confirmou que, de acordo com evidências até agora recolhidas, os atos foram cometidos principalmente por imigrantes, vindos principalmente do norte da África, mas também de países árabes.   
Jäger criticou os policiais de Colônia por não terem pedido reforços, apesar da situação verificada naquela noite na estação central da cidade e nas proximidades, e embora o país todo estivesse em alerta devido ao temor de ataques terroristas. Ele lamentou também que o comunicado de imprensa emitido pelo chefe de polícia local no dia seguinte tenha descrito a situação da noite de Ano Novo como "tranquila" e a atuação policial como "boa".  
Os incidentes em Colônia custaram o cargo do chefe de polícia da cidade, Wolfgang Albers, que foi afastado na última sexta-feira. O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, defendeu ontem o endurecimento da legislação vigente, devido à série de agressões sexuais e roubos em Colônia, e salientou ser preciso identificar logo os criminosos para puni-los.  As queixas policiais registradas em conexão com os incidentes de Ano Novo em Colônia subiram de 379 para 516 –, sendo que 40% delas são de fundo sexual –, enquanto, em Hamburgo, onde houve casos similares na mesma noite, elas já são 133, de acordo com a polícia. Colônia registrou uma série de agressões contra estrangeiros na noite de domingo. Dois paquistaneses foram hospitalizados e um sírio teve ferimentos leves. 



Fonte: Via Tribuna do Norte

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