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sábado, 18 de junho de 2016

Pedro Corrêa diz que Aécio indicou antecessor de Duque na Petrobras.



Aécio Neves foi citado em delação do ex-deputado Pedro Corrêa (Foto: Evaristo Sá / AFP)


O ex-deputado federal Pedro Corrêa afirmou em depoimentos para firmar acordo de delação premiada que Aécio Neves (PSDB-MG) foi responsável pela indicação do antecessor de Renato Duque na Diretoria de Serviços da Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo Corrêa, o indicado era Irany Varella, que era responsável por arrecadar propina com empresários.
Os depoimentos de Corrêa já foram prestados, mas a delação ainda não foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). São mais de 70 anexos de colaboração. Se o acordo for aceito, Corrêa pagará R$ 3 milhões de multa, permanecendo preso até março de 2017, quando passará a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Em um destes anexos, Corrêa diz que tanto parlamentares da base aliada, quanto os da maior parte da oposição, eram “devedores aos empresários que financiavam suas eleições”. Desta forma, os diretores da Petrobras indicados pelos políticos “facilitavam os seus negócios e cobravam propina para distribuir aos partidos políticos”.

“No governo de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, o Diretor de Serviços era Irany Varella, indicado na época pelos deputados Aécio Neves (PSDB-MG), Alexandre Santos (PMDB-RJ), e Paulo Feijó (PMDB-RJ)”, afirmou o ex-parlamentar. O operador de Varella, de acordo com Corrêa, era um genro que consegui a propina com os empresários para distribuir entre os padrinhos políticos.

Conforme Corrêa, Irany Varella foi substituído no governo Lula por Renato Duque na Diretoria de Serviços. Duque já foi condenado a mais de 50 anos de prisão em três processos de primeira instância na Operação Lava Jato, e ainda é réu em outras ações penais. O juiz Sérgio Moro o condenou pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa pela atuação dele na diretoria da estatal.

O que diz Aécio Neves


"A afirmação é falsa e absurda e o delator é desprovido de qualquer credibilidade. É preciso que se aprofundem as investigações sobre as motivações daqueles que têm mentido em suas delações premiadas. A reputação de pessoas não pode ficar refém da inescrupulosa conveniência de delatores".

 






Fonte: G1

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