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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dilma critica PEC do Teto de Gastos e diz que meta de 2016 é 'libera geral'.





A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou em seu discurso no plenário do Senado que a ameaça mais assustadora no seu processo de impeachment é a possibilidade de congelar por "inacreditáveis 20 anos" todas as despesas com saúde, educação, saneamento e habitação, em uma crítica indireta a uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida pelo governo Temer.
A chamada PEC do Teto de Gastos propõe a fixação de um limite para as despesas públicas, incluindo educação e saúde. Pela proposta elaborada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os gastos públicos só poderão aumentar o equivalente à inflação do ano anterior.


“É impedir que, por 20 anos, mais crianças e jovens tenham acesso às escolas; que, por 20 anos, as pessoas possam ter melhor atendimento à saúde; que, por 20 anos, as famílias possam sonhar com casa própria”, ressaltou a presidente afastada no plenário do Senado.


Além de criticar em seu discurso inicial a proposta que limita os gastos públicos, Dilma usou parte do tempo que teve para responder aos senadores para atacar a política econômica defendida pelo governo Temer.
A PEC do Teto de Gastos também foi alvo de críticas do senador peemedebista Roberto Requião (PR), que, apesar de integrar o partido do presidente em exercício, tem se posicionado contrário ao impeachment de Dilma.
Ao questionar a petista no julgamento, Requião disse que o governo interino de Temer é o caminho de reversão de direitos.


“Congelar despesas da União por 20 anos. Não vai poder nascer, não se pode mais estudar, não se pode melhorar ensino e não se pode melhorar saúde”, ironizou.



Meta superestimada


Além de desferir ataques à PEC do Teto de Gastos, Dilma também criticou a previsão de déficit apontada pelo governo Temer na revisão da meta de 2016. Em maio, 13 dias depois de o Senado decidir afastar a petista provisoriamente do comando do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional autorizou a gestão do peemedebista a fechar o ano com um déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas, que, se confirmado, será o pior resultado da série histórica iniciada em 1997.
Na avaliação da presidente afastada, essa meta permite que o governo federal afrouxe os gastos, o que, na opinião dela, faz explodir a dívida do país e o déficit nominal.


“Esse incentivo à meta superestimada é péssimo para a recuperação da economia. Não contribui. Você tem que fazer duas coisas diante da crise: tem que se esforçar para ter um orçamento e uma meta fiscal compatível e ter que saber onde gastar. O liberou geral leva a gastos absolutamente insustentáveis”, declarou.


Ao responder questionamentos de que escondeu a crise econômica que vivia o país durante a campanha presidencial de 2014, Dilma ponderou que o governo “não tem bola de cristal” e que o panorama econômico se deteriorou ao final daquele ano, depois das eleições, com a crise hídrica que elevou o preço da energia, além da queda nos preços das commodities.
Por duas vezes, Dilma citou o Nobel de economia Joseph Stiglitz. De acordo com a petista, ele avaliou que a crise econômica no Brasil estava precificada, mas o que não estava precificado era a crise política. Para ela, foi a crise política, causada por seus opositores, que agravou o cenário econômico brasileiro.








Fonte: G1

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