Loja Fina Flor

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sábado, 6 de maio de 2017

Adutora emergencial do Seridó será ativada próxima semana.

Adutora emergencial do Seridó vai entrar em operação na próxima semana. A expectativa é do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), que está executando a obra. Nesta semana, a adutora passa por fase de testes. Segundo a gerente da regional do Seridó da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Rosy Gurgel, a liberação de água vai ser alternada entre as cidades de Caicó e para as cidades da região da Serra de Santana. A água abastecerá por 15 dias cada uma das cidades, revezando o período. Em princípio, o rodízio de 72h, estabelecido em Caicó, permanecerá como ocorre atualmente. Cerca de 180 mil habitantes serão beneficiados com as águas da adutora, que será usada para consumo humano.
A gerente regional da Caern frisou que o planejamento de operação da adutora pode mudar conforme o sistema for ligado. A Caern será responsável pela operação da adutora. Além dessas cidades, também serão beneficiadas Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Jardim de Piranhas. O início da operação para essas cidades acontecerá nos próximos dias, segundo a gerente. “Na prática, saberemos como vai funcionar a adutora, certamente alguns ajustes devem ser feitos ao longo do tempo. Como o próprio nome diz, a adutora é emergencial, não resolve o problema da seca”, disse Rosy Gurgel.
De acordo com Augusto Tostes, presidente da comissão de fiscalização da adutora emergencial, o Dnocs está concluindo os testes para iniciar a operacionalização definitiva. “Os problemas são pontuais, a partir da próxima semana a adutora já vai entrar em operação. Apesar de ter sido feita para situações emergenciais, é uma obra que vai durar muito tempo”, explicou Tostes.
A adutora terá 63,3 quilômetros de extensão, a partir da Estação de Bombeamento do Sistema Adutor Serra de Santana, em Jucurutu, que funciona com água retirada da barragem Armando Ribeiro Gonçalves. A responsabilidade da implantação é do Dnocs. O Seridó é a região do RN com a situação mais crítica no tocante ao abastecimento de água. Caicó entrou em colapso no abastecimento em novembro passado.
O presidente do diretório regional do PMDB, Henrique Eduardo Alves, destacou a importância da obra para a população e a execução do projeto de acordo com o que o Ministério da Integração Nacional e o Dnocs anunciaram. “É com muito alegria, até emoção, que recebemos esta notícia sobre a conclusão da obra queatenderá Caicó, São Fernando, Timbaúba e Jardim de Piranhas, de acordo com o compromisso do presidente Temer e do ministro Helder Barbalho. Muitos até não acreditavam que pudesse ser executada de forma tão rápida pelo Dnocs, como foi o compromisso de realizá-la, mas aí está o planejamento cumprido, com a colaboração da Caern. O Dnocs cumpriu exemplarmente seu dever a partir do momento em que conseguimos a liberação integral dos recursos para que não houvesse atraso”, destacou Henrique Alves.
A adutora emergencial de Caicó precisará de um novo ponto de captação de água. O projeto deve tirar a água da região do Mazagão e levá-la até a Estação de Tratamento da adutora Serra de Santana por meio de uma adutora de 14 quilômetros de extensão. De acordo com Augusto Tostes, do Dnocs, o novo ponto de captação de água e a adutora anexa necessitam de R$ 7,5 milhões para construção. O projeto foi elaborado pela Caern e passado ao Dnocs. Ainda segundo Augusto, o órgão federal enviou o projeto para o Ministério da Integração na tentativa de conseguir recursos para executá-lo.
Desde meados do ano passado o volume de água armazenada na barragem Armando Ribeiro, só vinha caindo. Em fevereiro, essa curva foi interrompida. A adutora Serra de Santana atende a 45 mil pessoas e deve ampliar esse universo para 87 mil pessoas quando atingir os outros três municípios, além de Caicó.


Emergência


A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração, renovou no mês passado, por 180 dias, o reconhecimento da situação de emergência em 153 municípios do Rio Grande do Norte afetados pela seca. Para a operação carro-pipa, nos três últimos meses, o MI destinou cerca de R$ 25,6 milhões.




Fonte: Assessoria de Imprensa da Femurn

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