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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Terremoto: "Acordei com a cama balançando", conta brasileira que vive na Itália.


Alessandra Ribeiro conta que acordou com o tremor de terraArquivo pessoal


A brasileira Alessandra Ribeiro, que mora em Cesenatico, na região de Emília-Romanha, relatou à Agência Brasil os momentos de tensão que passou ao ser acordada de madrugada por causa do terremoto de 6,2 graus de magnitude que atingiu a região central da Itália hoje (24), provocando a morte de ao menos 73 pessoas, de acordo com dados confirmados pelas autoridades.
Apesar de estar a cerca de 150 quilômetros (km) do epicentro do tremor, registrado a 2 km da cidade de Accumoli, Alessandra, de 50 anos, contou que ela e sua família levaram um susto por volta das 3h30 da madrugada, quando acordarem com as camas chacoalhando.


“Acordei com a cama balançando, pois aqui eram 3h36 da manhã de hoje aqui na Itália. Imagino como foi lá na região”, disse ela, que é casada com um italiano e tem dois filhos, de 20 e 17 anos. “Terrível”, foi a palavra que usou para descrever a sensação de despertar em meio ao tremor. Diversas pessoas passaram o resto da noite de pijama nas ruas.


Há 16 anos na Itália, Alessandra disse ter diversas memórias de tremores na região, mas que o desta terça-feira foi um dos mais fortes terremotos de que consegue se lembrar. Ela recordou de como a cidade de Áquila, na mesma região, também ficou destruída em 2009, com a morte de mais de 300 pessoas.


“São casas muito velhas, geralmente feitas com materiais antigos, como pedras e muita coisa antiga, que geralmente não aguentam esse tipo de terremoto. É por isso que a cidade acabou toda”, disse ela sobre as características das construções na região em que mora e, mais especificamente, em referência à Vila de Amatrice, onde houve o maior número de mortes confirmadas até o momento, 35.


Algumas vilas, como Amatrice e Arquata del Tronto, ficaram reduzidas a escombros, praticamente sem nenhuma construção de pé. O alto poder destrutivo do tremor foi atribuído ao fato de seu epicentro ter sido registrado a apenas 4 quilômetros da superfície, numa região montanhosa, em que muitas construções se encontram assentadas em terrenos inclinados.


Um número ainda não especificado de pessoas continua sob os escombros. Diversas estradas foram obstruídas por pedras, o que dificulta os trabalhos de resgate. Algumas localidades também tiveram suas instalações hospitalares inutilizadas.






Fonte: Agência Ansa

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