Loja Fina Flor

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Envelhecimento da população tornará câncer mais comum, mas avanços no tratamento diminuirão número de mortes.



Do R7


Os avanços da medicina e o maior acesso à saúde possibilitaram o aumento da expetativa de vida no Brasil e no mundo. Se por um lado as pessoas estão vivendo mais, por outro, elas necessitam de mais cuidados. Estudos apontam que o envelhecimento está ligado ao aumento da incidência de câncer devido a alterações fisiológicas relacionadas à idade.
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado neste sábado (4), especialistas fazem alerta sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes, estes dois fatores são fundamentais para diminuir as mortes. Hoje, o câncer é a segunda causa de mortes no País, superado apenas por doenças cardiovasculares, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

— Tem que dar atenção à prevenção para evitar que o câncer apareça e ao diagnóstico para descobrir a doença no início e ter mais chances de cura. Mas o maior problema é que a demora na saúde pública no Brasil.O paciente percebe sangue nas fezes, por exemplo, que pode estar relacionado a algum problema no intestino grosso ou no estômago, e tenta marcar uma consulta, mas ele só consegue ver o médico meses depois. Aí demora mais ainda para ele fazer uma colonoscopia e, quando sai o resultado, a doença já está em estágio avançado.

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o câncer deve atingir 596 mil pessoas somente no Brasil, neste ano. O tipo de câncer mais incidente entre homens e mulheres é o de pele não melanoma. Entre os homens, os mais frequentes são os de próstata, pulmão e cólon e reto. Já nas mulheres, as maiores incidências são de cânceres de mama, cólon e reto e colo do útero. De acordo com a UICC (Union for International Cancer Control), 8,2 milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência do câncer no mundo, sendo que 4 milhões morrem prematuramente entre 30 e 69 anos.
Além da lentidão no sistema público de saúde, os pacientes ignoram sintomas que parecem banais e demoram para procurar atendimento médico em muitos casos. E isso não é exclusividade do Brasil, informa o especialista.


— Um estudo do ano passado feito na Inglaterra mostrou que os pacientes demoram meses para ir ao médico quando notam algo errado porque desprezam os sintomas. Uma dor que não desaparece, sangramento, tosse persistente etc. Com o diagnóstico tardio, o tratamento tem menos chance de cura, é mais sofrido e custa muito mais caro para o Estado.





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