38%
das cidades estão em risco para dengue, zika e chikungunya.
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Mosquito: 9 entre cada 10 municípios que fizeram o levantamento apresentam situação de risco (Joao Paulo Burini/Getty Images) |
Brasília – Levantamento
coordenado pelo Ministério da Saúde indica que 1.496 cidades brasileiras estão
em situação de alerta ou de risco para surto de dengue, zika e
chikungunya no próximo verão.
Isso representa 38% do
total de cidades que fizeram a avaliação, batizada de Levantamento Rápido de
Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Nove entre cada 10 municípios
que fizeram o levantamento apresentam situação de risco.
Entre capitais, estão
em estado de alerta Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES),
Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As
capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São
Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não
informaram os dados ao Ministério da Saúde.
Técnicos do Ministério
da Saúde afirmam não ser possível fazer uma comparação com o LIRAa do ano
anterior, em virtude do aumento expressivo das cidades participantes. Ano
passado, fizeram o LIRAa 2.282 cidades. Desta vez, foram 3.946, um aumento de
73%.
O armazenamento de água
em toneis e barris foi o principal tipo de criadouro de mosquito Aedes aegypti
nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. No Norte e Sul o maior número de
criadouros foi encontrado em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET,
latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os
depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.
Até 11 de novembro de
2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, uma
redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na mesma data, haviam
sido registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, também uma
redução de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A zika também
registrou este ano uma queda expressiva de número de casos. Foram 16.870 casos
prováveis 92,1% em relação a 2016 (214.126).
Aedes aegypti
Estados castigados pela
epidemia de zika em 2016 e que tiveram altos números de crianças com
microcefalia este ano têm um alto índice de criadouros de Aedes aegypti, o
mosquito transmissor de dengue, da chikungunya e da zika.
Das cidades analisadas
em Pernambuco, por exemplo, 71,74% apresentaram situação de risco e
alerta(respectivamente 47,83% e 23,91%) para a doença.
Na Paraíba, a situação
é ainda mais grave. Das cidades analisadas, 50,67% apresentaram níveis de
criadouros que indicam estado de alerta e 24,22% em situação de risco.
No Estado de São Paulo,
65 cidades estão em estado de alerta. Nenhuma das avaliadas está em situação de
risco. No Rio, 21 cidades estão em situação de risco.
Por Estadão Conteúdo,
via Exame