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segunda-feira, 6 de março de 2017

Mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais do que os homens por semana, diz pesquisa.



Nos últimos 20 anos, as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana, de acordo com o estudo "Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça" com base em séries históricas de 1995 a 2015 da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (6). 
De acordo com os dados, em 2015 a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Em relação às atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas — proporção que se manteve com pouca alteração ao longo de 20 anos, assim como a dos homens. 
Ainda sobre esse tema, — ao todo o estudo analisa 12 blocos temáticos — quanto mais alta a renda das mulheres, menor a proporção das que afirmaram realizar tarefas domésticas. No caso das mulheres com renda até um salário mínimo, 94% dedicavam-se aos afazeres domésticos, contra 79,5% entre as mulheres com renda superior a oito salários mínimos.
A situação dos homens é inversa já que a parcela dos que declararam realizar trabalho doméstico é maior entre os de mais alta renda: 57% dos que recebiam de cinco a oito salários mínimos diziam realizar esses afazeres. Essa proporção cai para 49% entre os que tinham renda mais baixa.
Em relação à renda, proporcionalmente, o rendimento das mulheres negras é o que mais se valorizou entre 1995 e 2015 (80%), e o dos homens brancos é o que menos cresceu (11%). No entanto, a escala de remuneração manteve-se inalterada em toda a série histórica: homens brancos têm os melhores rendimentos, seguidos de mulheres brancas, homens negros e mulheres negras. A diferença da taxa de desocupação entre gêneros também merece registro, de acordo com o Ipea: em 2015, a feminina era de 11,6%, enquanto a dos homens atingiu 7,8%. No caso das mulheres negras, ela chegou a 13,3% (e 8,5% para homens negros).
Ainda sobre mercado, a quantidade de trabalhadoras domésticas com até 29 anos de idade caiu mais de 30 pontos percentuais no período analisado: de 51,5% em 1995 para 16% em 2015. No entanto, o emprego doméstico ainda era a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015. Já a renda das domésticas saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor médio de R$ 739,00 em 2015 — ainda abaixo do salário mínimo, à época de R$ 788.
O número de trabalhadoras formalizadas também aumentou. Em 1995, 17,8% tinham carteira assinada e em 2015 a proporção chegou a 30,4%. Mas a análise dos dados da Pnad sinalizou uma tendência de aumento na quantidade de diaristas no país. Elas eram 18,3% da categoria em 1995 e chegaram a 31,7% em 2015.




Fonte: R7

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