Vídeo flagra
fenômeno raro 'Gigantic Jets' na Paraíba.
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Fenômeno raro Gigantic Jets foi registrado por aluno de meteorologia de Campina Grande (Foto: Reprodução/Bramon/Diego Rhamon) |
Um
fenômeno raro chamado de "Gigantic Jets", que em português significa
"Jatos Gigantes", foi flagrado no Brasil. O registro foi feito no fim
da noite desta segunda-feira (13) por um estudante de meteorologia em Campina
Grande, no Agreste da Paraíba, através de câmeras da Rede Brasileira de
Detecção de Meteoros (Bramon), rede colaborativa de astrônomos profissionais e
amadores brasileiros, que ele faz parte.
Diego
Rhamon, 22 anos, é aluno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e, segundo ele “esse fenômeno faz
parte do que a astronomia chama de Eventos Luminosos Transientes (TLEs, na
sigla em inglês). Os jatos azuis são um tipo bastante raro de fenômeno elétrico
que acontece acima das nuvens de tempestade (Cumulonimbus), e muito além da
altitude dos fenômenos tradicionais”, disse ele.
Ainda
de acordo com Diego “existem alguns jatos azuis, ainda mais raros, que são
muito maiores que o comum, sendo chamados de jatos azuis gigantes (Gigantic
Jets), e foi o caso desse registro feito ontem. O jato azul gigante se origina
no topo de uma Cumulonimbus e segue para cima da atmosfera, na forma de um cone
azul vertical estreito, que se ramifica enquanto sobe”.
Segundo
o estudante pensava-se que não era possível vê-lo a olho nu a partir da
superfície terrestre, mas o de ontem foi visível. A intensidade da luz é muito
fraca, e a duração é muito curta, inferior a um segundo, por isso a dificuldade
de se observar e registrar.
No
caso dessa Cumulonimbus, ela estava localizada em Taperoá, a 103 km de distância de Campina
Grande, em linha reta.
Diego
conta que há vários anos observa raios e ainda não tinha visto um jato azul.
“Esse registro foi o primeiro do Brasil, e um dos poucos no mundo. Eu consegui
fazer o registro através de uma simples câmera de segurança e uma lente
adequada, que fazem parte de uma estação de detecção de meteoros que tenho, da
Bramon", explicou o estudante.
A
professora da Universidade de São Paulo (USP) Rachel Albrecht, que é especialista em
tempestades, afirmou que nunca tinha visto um registro tão bonito do fenômeno
feito no Brasil.
Segundo
ela, poucas observações são feitas dos Gigantic Jets porque não há muitos
pesquisadores tentando achá-lo. “Pesquisadores que fazem esse tipo de
monitoramento estão tentando entender como é a ligação entre a camada da
atmosfera em que acontecem as tempestades, que é a que a gente vê, a
troposfera, e a ionosfera, que está acima da troposfera”, explicou.
“A gente sabe que esse
fenômeno está associado a uma descarga elétrica muito forte dentro da nuvem.
Então, essa descarga nuvem-solo dispara uma corrente elétrica para a ionosfera.
Não é nada de outro mundo, nem nada preocupante. Só é uma coisa muito bonita de
se ver”, declarou a professora.
Fonte: G1 PB
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