quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Avaliação inédita mostra que Mais Educação não impactou notas de estudantes


Não houve impacto – a curto prazo – do programa Mais Educação nas notas dos estudantes de instituições que participaram da iniciativa, revelou uma avaliação inédita divulgada nesta segunda-feira durante o 12º Seminário Itaú Internacional de Avaliação Econômica de Projetos Sociais, em São Paulo.
No evento, propostas e modelos de educação integral foram discutidos por especialistas nacionais e internacionais. O programa Mais Educação é uma iniciativa do governo federal que amplia a jornada escolar com foco para a Educação Integral.
O levantamento, realizado pela Fundação Itaú Social e pelo Banco Mundial, comparou o desempenho dos alunos em língua portuguesa e matemática na Prova Brasil e também as taxas de abandono escolar entre 2,7 mil escolas que aderiram ao programa e instituições que não eram integrantes do Mais Educação, mas com características semelhantes, como número de alunos e notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

— Notamos que, naquelas que aderiram ao programa, não ocorreram os efeitos positivos esperados e, no caso de matemática, houve até diminuição das notas a curto prazo — revelou Naercio Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa da USP que apresentou os dados no evento.
Para tentar compreender o resultado da avaliação, realizada entre 2008 e 2011, os pesquisadores também fizeram estudos de seis casos: quatro redes municipais, uma estadual e no Distrito Federal. O olhar mais qualitativo da falta de efeito nas notas em colégios com educação integral, que é conceituada pela ampliação de tempo, espaço e conteúdo na instituição, detectou uma dificuldade por parte das direções de se alinharem com o programa a pouco prazo.
– A escola precisa redimensionar suas ações em um curto espaço de tempo e isso acaba gerando desorganização. Há uma fase de alinhamento com o Mais Educação que é gradual. Por outro lado, as secretarias de educação precisam direcionar o seu papel para potencializar resultados positivos do programa – ressaltou Karen Dias Mendes, gestora da área de avaliação da Fundação Itaú Social que participou da pesquisa.



Fonte: Zero Hora (RS)

Juninho do Conselho deixa sua mensagem de agradecimento pela sua reeleição

No último domingo dia 04 de Outubro aconteceu a eleição do Conselho Tutelar de tangará, dez candidatos disputaram a eleição no município sendo que três candidatos disputaram a reeleição, dos três candidatos à reeleição apenas Juninho do conselho conseguiu se reeleger obtendo 353 votos e ficando como terceiro colocado.
Com a reeleição de Juninho podemos dizer que ele realizou um excelente trabalho como conselheiro, tanto que a população de Tangará lhe deu mais uma oportunidade de continuar o seu trabalho.

Em contato com o Blog ele deixou as suas palavras de agradecimento;

"Quero agradecer a todos que votaram na minha pessoa e que sempre estiveram comigo e me deram o estimulo e a força necessária para mais uma vez ser eleito conselheiro tutelar de nossa querida cidade. Também quero agradecer a todos pelo incentivo e pela luta.
Não citarei nomes para não ser injusto com ninguém, mas a vocês que trabalharam, votaram e fizeram acontecer eu deixo aqui meu sincero e de coração muito obrigado.
Sem vocês nada disso teria acontecido."





segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Walfran da Rádio é eleito para o Conselho Tutelar de Tangará em 1º lugar.


Walfran Carlos Bezerra, mais conhecido como Walfran da rádio conseguiu o primeiro lugar na disputa por uma das cinco vagas para o Conselho Tutelar de Tangará, obtendo 466 votos. A eleição aconteceu no domingo dia 04 de Outubro de 2015.

Essas foram as palavras de walfran ao Blog .

“Na verdade eu quero agradecer a todas as pessoas que me ajudaram, foi uma batalha onde não foi fácil, foi uma batalha onde eu andei casa por casa, quero agradecer do fundo do meu coração aquelas pessoas que passaram a segurança, aquelas pessoas que sabem que Walfran tem credibilidade, sabem que Walfran tem palavra, sabem que Walfran vai trabalhar em cima da lei, nós vamos trabalhar com o Estatuto da Criança e adolescente (ECA). Para mim vai ser o maior prazer, porque vai ser uma coisa que irá somar na minha vida, hoje eu faço o curso superior de serviço social, são coisas relacionadas, vamos colocar a teoria em prática. Agradeço a oportunidade e estou à disposição. ”

Resultado Final da eleição para Conselheiro Tutelar de Sitio novo


1º - Francisca Divany - 194 Votos 
2º - Carlos Henrique - 180 Votos 
3º - Joaquim Wendel  - 179 Votos
4º - Rafael Luan - 163 Votos
5º - Silvia Glauciana - 160 Votos
6º - José Valdir (Suplente) - 157 Votos
7º - Greycielle Paulo (Suplente) - 137 Votos
8º - Adna Franciely (Suplente) - 133 Votos
9º -  Maria dos Navegantes (Suplente) - 102 Votos
10º - Marcos Antônio (Suplente) - 83 Votos
11º -  Maria Lucinalva (Supplente) - 71 Votos

A comissão eleitoral para seleção dos conselheiros tutelares de Sitio Novo era formada por:

Sônia Maria da Silva Santos (Presidente)
Cléria Ribeiro de Medeiros (Vice-Presidente)

Membros da Comissão

Aline Costa da Silva
Jacqueline Ferreira Lima
Cleide Maria da Conceição
Rozângela Ferreira Andrade


Dr. Lenildo Queiroz Bezerra, Promotor de Justiça da Comarca de Tangará avalia eleição para o Conselho Tutelar.

Entrevista concedida a J. Netto

Dr. Lenildo qual a sua avaliação a respeito da eleição para o Conselho Tutelar da Comarca de Tangará? Tudo ocorreu como planejado?

Dr. Lenildo – “A eleição transcorreu como esperado com tranquilidade, os eleitores vieram votar sem maiores intercorrências, em algumas seções tivemos um número excessivo, realmente não esperávamos a participação e adesão das pessoas da comunidade, mas, isso é muito positivo porque é um processo democrático e quanto mais eleitores participantes melhor, resolvemos todas as intercorrências, a apuração dos votos já está na reta final. ”

Podemos dizer então que tivemos uma eleição tranquila Dr. Lenildo na Comarca de Tangará?


Dr. Lenildo – “Tranquila. A eleição ocorreu sem maiores intercorrências, felizmente as intercorrências, os problemas que surgiram foram superados sem maiores traumas, sem que isso comprometesse o democrático processo da eleição que nós vivenciamos neste dia. Eu agradeço a população dos municípios que integram essa comarca, pela maneira participativa, pela forma respeitosa, democrática com que participaram desse pleito, com que se comportaram durante o processo eleitoral, aos candidatos que também demonstraram muito apreço pela moralidade pública, aos organizadores dos processos em cada município,  que se dedicaram no últimos meses a esse processo e que realmente tiveram uma contribuição essencial para que esse trabalho fosse realizado com sucesso.”

domingo, 4 de outubro de 2015

Resultado Final da eleição para Conselheiro Tutelar de Tangará



Walfran da rádio - 466
Geane do assentamento - 399
Junior - 353
Cida de Vanderlei - 272
Fátima Dantas - 254
6º Fátima de Betinho – 196 (Suplente)
7º Vera Clementino – 142 (Suplente)
8º Paulo Cardoso – 113 (Suplente)
9º Alexandre Vicente – 91 (Suplente)
10º Dayse Sybalde – 49 (Suplente)

A comissão eleitoral para seleção dos conselheiros tutelares de Tangará era formada por:

Pedro Batista da Silva (Presidente do CMDCA)
Maria José Mendonça da Silva (Vice Pres. Do CMDCA)

Membros da Comissão


Marcos Antônio da Costa
Kaline Bezerra Cabral
Gilvan de Lima
Keilla Maria de Andrade


CMDCA( Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente).

Hoje é dia de eleição para o Conselho Tutelar


Hoje dia 04 de outubro serão escolhidos os novos membros dos conselhos tutelares em todos os municípios do país.
Aqui em Tangará a eleição acontece na Escola Estadual Professor Severino Bezerra (Na rua Pedro Clementino), das 8hs da manhã ás 5hs da tarde, não deixe de exercer a sua cidadania e participe escolhendo o seu representante, que irá garantir e defender os direitos das crianças e adolescentes da nossa cidade.
Outra Informação importante é com relação a documentação necessária para votar.
Em reunião O Dr. Lenildo Queiroz Bezerra, Promotor de Justiça da comarca de Tangará, em concordância com todos os candidatos, ficou decidido que os eleitores somente irão votar se estiverem portando o título de eleitor e um documento de identificação com foto. ENTÃO NÃO ESQUEÇA, NA HORA DE VOTAR TENHA EM MÃOS SEU TITULO DE ELEITOR E UM DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO COM FOTO..
Exerça a sua cidadania, o conselho tutelar irá garantir e defender os direitos das crianças e adolescentes da nossa cidade.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Botafogo leva gol aos 50 do segundo tempo e empata com Sampaio Corrêa



O Botafogo deixou a vitória escapar pelas mãos na noite desta sexta-feira ao levar um gol aos 50 minutos do segundo tempo e empatar em 2 a 2 com o Sampaio Corrêa, em São Luís (MA), pela Série B.
A partida parecia definida e caminhava para o último lance quando Charles cruzou para a área alvinegra e após um incrível bate e rebate, que contou com defesa milagrosa de Jefferson e bola na trave, o zagueiro Edimar pegou o rebote e fez explodir o Estádio Castelão.
Vale ressaltar que no primeiro gol feito pelo time da casa, o atacante Jheimy estava impedido. O lance gerou muita polêmica e o árbitro Rodrigo Batista Raposo precisou consultar seus auxiliares para confirmar o tento.


Fonte: Uol esporte

Senado aprova novas garantias ao consumidor



O Senado aprovou nesta quarta-feira (30) dois projetos que modernizam e atualizam o Código de Defesa do Consumidor (CDC), de modo a dar mais garantias a quem compra e a quem se endivida. O PLS 283/2012 contém normas sobre crédito ao consumidor e sobre a prevenção ao superendividamento enquanto o PLS 281/2012 cria um marco legal para o comércio eletrônico e o comércio à distância no país.
Frutos das atividades da comissão de juristas que trabalhou por dois anos no ajuste do CDC a uma nova realidade econômica, as duas matérias vão agora a votação em turno suplementar para depois serem encaminhadas à Câmara dos Deputados. O código data de 1990. Tem, portanto, 25 anos. É anterior à estabilização da moeda brasileira e ao início da internet no país.
Com relação às normas de crédito, o texto aprovado institui uma série de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do endividamento excessivo e incentiva práticas de crédito responsável, de educação financeira e de repactuação das dívidas.
Entre as medidas propostas no texto estão a proibição de publicidade com referência a expressões como “crédito gratuito”, “sem juros”, “sem acréscimo”; a exigência de informações claras e completas sobre o serviço ou produto oferecido; a criação da figura do “assédio de consumo”, quando há pressão para que o consumidor contrate o crédito; e a criação da “conciliação”, para estimular a renegociação das dívidas dos consumidores.
— Esse projeto vai na direção de demonstrar à população que precisa tomar cuidado com o endividamento. Nós já temos campanha contra o fumo. É preciso campanha contra o endividamento, que traz prejuízos à saúde mesmo – disse o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relator da matéria e também o projeto do comércio eletrônico, que abre uma nova seção no CDC (Lei 8.078/1990).
No caso das vendas à distância, por sites, telefone ou outros meio, entre as novidades implementadas estão a ampliação dos direitos de devolução de produtos ou serviços; das penas para práticas abusivas contra o consumidor e a restrição a propagandas invasivas — os spams, por exemplo.



Fonte: Agência Senado
Participantes já têm acesso ao cartão de confirmação do exame

Os 7,7 milhões de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 já podem conferir os cartões de confirmação de inscrição, exclusivamente pela internet. Nas edições anteriores, o comprovante era enviado pelos Correios.
O cartão apresenta os dados do participante — nome, CPF, número de inscrição, opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol), necessidade de atendimento especializado ou específico (se houver) e indicação de solicitação de certificação do ensino médio (se for o caso), além de data, hora e local de realização das provas.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, recomenda aos participantes que busquem o acesso ao cartão com antecedência, sem deixar para a última hora. Ele sugere também a visita ao local de provas antes do dia do exame. “É um momento significativo na vida do candidato”, disse. “Quanto menos atropelos o participante tiver, melhor.”
Os inscritos no exame deste ano têm acesso ao cartão de confirmação na Página do Participante. É necessário informar CPF e senha para visualizar e imprimir o documento. Quem esqueceu a senha pode recuperá-la na mesma página. Basta informar o CPF e a data de nascimento. Uma nova senha será encaminhada por e-mail ou mensagem no telefone celular (SMS).
Mais informações no Balanço de inscrições e na página do exame na internet.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Chamada pública para fornecedores do Programa do Leite será lançada amanhã


O Governo do Estado, através da Emater-RN, lançará amanhã, dia 02 de outubro, o edital da seleção pública para cadastramento dos agricultores familiares que tenham interesse em fornecer leite para o Programa Leite Potiguar, a partir de janeiro de 2016. O cadastro será realizado no período de 05 a 20 de outubro. Os agricultoresinteressados deverão procurar os escritórios locais ou regionais da Emater-RN para se cadastrarem portando apenasa cópia do CPF e a Proposta de Comercialização do Leite - PCL.
De acordo com o Decreto, publicado no Diário Oficial no dia 19 de agosto, no PLP pelo menos 50% do leite adquirido será originário da agricultura familiar. A Emater-RN será responsável pelos recursos e pagamentos dos produtores e pela assistência técnica aos produtores da agricultura familiar. A Sethas será responsável pelo recadastramento, cadastramento e monitoramento dos beneficiários, com foco em pessoas em extrema pobreza. A implantação das novas regras serão acompanhadas pelo Comitê Gestor do Programa do Leite - formado pela Emater-RN, Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Sethas e Idiarn.
O governador Robinson Faria destaca que o decreto garante que o Programa do Leite cumpra o papel social de incentivo ao agricultor e às cadeias produtivas do interior do estado. "Estamos resgatando o Programa do Leite à sua essência. O papel do programa é beneficiar e incentivar quem realmente precisa. Nosso governo está fazendo justiça social", disse.
Segundo o diretor geral da Emater-RN, Cesar Oliveira, com a chamada pública serão habilitados os agricultores familiares que preencherem os requisitos para o fornecimento - devem ter DAP válida, rebanho vacinado contra a febre aftosa e produção própria no território potiguar. O limite individual de fornecimento por produtor será de 0,5% da cota total do PLP. O Governo do Estado investe no programa R$ 53,654 milhões ao ano.
Durante esta semana, diretores e assessores estaduais de planejamento da Emater-RN foram a campo se reunir com os 10 escritórios regionais da instituição para informar e orientar como os técnicos locais devem proceder o cadastro dos agricultores em relação às novas regras dessa Chamada Pública.
Após a inscrição, os técnicos vão conferir se as condições dos produtores coincidem com as informações repassadas. Confirmados os dados, o produtor estará habilitado a participar do programa, em lista que será divulgada no Diário Oficial do Estado e no site da Emater-RN no dia 18 de novembro (confira o calendário das etapas abaixo). Somente após isso, o produtor assinará com a Emater-RN um termo de compromisso de compra e venda do leite.
À Emater-RN, caberá assessorar as famílias produtoras de leite no processo de produção, a fim de promover o desenvolvimento e a consolidação dos participantes em suas Unidades de Produção Familiar (UPFs).
O Plano de Ater do Programa do Leite se baseia em três eixos: produção e armazenamento de forragem; adoção de manejo sanitário e boas práticas de higiene na ordenha do leite; e promoção do melhoramento genético do rebanho.


 
CALENDÁRIO 
·         Período de inscrição: 05 a 20 de outubro;
·         Análise das informações cadastrais pela comissão estadual: 21 de outubro a 06 de novembro;
·         Divulgação do resultado de habilitação dos agricultores (as): 09 de novembro;
·         Recepção de recurso administrativo: 10 a 12 de novembro;
·         Análise do resultado dos recursos administrativos: 13 a 16 de novembro;
·         Divulgação do resultado dos recursos administrativos: 17 de novembro;
·         Divulgação do resultado final da chamada pública: 18 de novembro;
·         Recepção de recursos administrativos contra o resultado final: 19 a 25 de novembro;
·         Análise do resultado dos recursos administrativos: 26 a 27 de novembro;
·         Divulgação do resultado dos recursos administrativos contra resultado final: 30 de novembro;
·         Assinatura do Termo de Compromisso de Compra e Venda: a partir do dia 01 de dezembro


Fonte: Assessoria de Comunicação Social: EMATER-RN

Somente 4,6% das escolas públicas de Ensino Fundamental têm infraestrutura adequada


Apenas 4,6% das escolas públicas de Ensino Fundamental de todo o Brasil dispõem de infraestrutura adequada para o trabalho pedagógico. No Ensino Médio, essa taxa cresce para 22,9%, mas ainda é considerada muito baixa. Se observadas todas as 149.098 unidades públicas de Educação Básica – ou seja, da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional e Tecnológica –, somente 4,4% encaixam-se no padrão ideal.
      Os dados são de um levantamento do Todos Pela Educação para o Observatório do PNE (leia mais abaixo), com base no Censo Escolar de 2014 e leva em conta os critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Educação (PNE). A meta 7 da lei, sancionada há pouco mais de um ano, afirma que todas as escolas públicas devem contar, em sua estrutura, com: água tratada; saneamento básico; energia elétrica; acesso à internet com banda larga de alta velocidade; acessibilidade à pessoa com deficiência; biblioteca; espaços para prática esportiva; acesso a bens culturais e laboratórios de ciências. O gráfico abaixo mostra os dados.


Segundo especialistas, a falta de infraestrutura escolar adequada pode afetar de diversas formas a aprendizagem dos alunos. Para Joaquim Soares Neto, especialista em avaliação da Universidade de Brasília (UnB) e autor de um estudo sobre infraestrutura, o tipo de consequência depende da etapa de ensino em que a criança está matriculada. 
      “Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, por exemplo, se não há um ambiente com condições térmicas e de salubridade adequadas, não há conforto. Isso afeta a concentração e a autoestima dos estudantes”, explica. “Nos anos finais e no Ensino Médio, pesam a ausência de laboratórios de física e química, por exemplo. Assim, aquele aprendizado que deveria vir dali simplesmente não existe – o prejuízo é total.” Veja mais dados abaixo.



Desigualdades      

    As disparidades regionais nos dados de infraestrutura são grandes e aparecem quando as médias são desagregadas por etapa de ensino e por equipamentos disponíveis. A Região Sul do País, por exemplo, apresenta 36,1% das unidades de Ensino Médio e 11,6% das de Ensino Fundamental com todas as condições delineadas no PNE. As taxas caem quando se observa o Norte, que apresenta 4,7% e 0,3%, respectivamente. Veja os gráficos abaixo




Neto afirma que o regime de colaboração entre os entes federados, previsto na Constituição, é fundamental para estabelecer políticas públicas que privilegiem a infraestrutura, o que poderia ajudar a resolver as desigualdades entre regiões do País. “Não avançamos muito na solução dessas disparidades, mas pelo menos temos conhecimento delas hoje”, reforça.

      Segundo ele, num cenário de cortes orçamentários como o atual, deve-se aumentar a eficiência dos gastos para melhorar a infraestrutura da Educação Básica pública. “Não tem como solucionar a precariedade das escolas sem investimento. Mas, mesmo com a situação de crise, não devemos abrir mão do desenvolvimento do País. É preciso um projeto racional de curto ou médio prazo para que possamos usar da forma melhor possível o dinheiro existente”, opina.


Equipamentos      

Quando se observa o acesso a esgoto sanitário, somente 30,4% das escolas de Ensino Fundamental dispõem dessa necessidade básica. No Médio, o número aumenta para 58,7%.
Na tabela abaixo, vê-se que, apesar de os acessos à água tratada e à energia elétrica estar quase universalizado, os números do Ensino Fundamental ainda ficam abaixo dos apresentados pelo Médio. Além disso, ainda apresentam algumas quedas pontuais, como no caso da água tratada, que caiu de 93%, em 2009, para 89,3%, em 2014.



Crescimento 

Apesar dos dados negativos, a disposição de alguns equipamentos cresceu de 2009 para 2014. É o caso das bibliotecas (de 35,5% para 45%) e da banda larga (de 25,4% para 40,4%) nas escolas de Ensino Fundamental. No Médio, a banda larga também foi o item que apresentou o maior crescimento: saltou de 69,3% para 79,4% entre 2009 e 2014.

Acompanhe  

O Observatório do PNE, plataforma online com o objetivo de monitorar os indicadores referentes às 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), permite o acompanhamento dos indicadores e estratégias e oferece análises sobre as políticas públicas educacionais já existentes.




Fonte: Todos pela Educação
MEC divulga dados da ANA 2014

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), realizada em 2014. Participaram do exame alunos do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas de todo o País. Eles foram avaliados em leitura, escrita e matemática.
De acordo com os critérios do MEC, 77,79% dos alunos brasileiros têm proficiência considerada adequado em leitura, 65,54% em escrita e 42,93% em matemática. Pela primeira vez o ministério declarou quais são os níveis que considera adequados (veja abaixo explicação sobre os níveis de proficiência). Quando divulga os resultados da Prova Brasil, o MEC não faz essa distinção. A ANA faz parte das ações do Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), lançado em 2013. 
Os dados de 2013 não foram divulgados na íntegra – apenas as médias de leitura e matemática por nível. O MEC afirma que a aplicação de 2013 serviu de “teste do instrumento”. O ministério alega que, a partir de agora, será possível um “acompanhamento regular”. No entanto, a prova foi cancelada em 2015. Durante a coletiva de imprensa que anunciou os dados da avaliação, o ministro Renato Janine Ribeiro disse que se a avaliação ocorresse novamente agora, “não haveria tempo de fazer mudanças necessárias” e que a frequência ideal é realizar a prova a cada dois anos. A resolução que instituiu a ANA, porém, determina que ela seja realizada anualmente.
Assim como no caso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Inep divulgou os dados da ANA acompanhados de outros indicadores, como o de Nível Socioeconômico (INSE) e o de Adequação da Formação Docente.
O presidente do Inep, José Francisco Soares, ressaltou que o instituto optou pela divulgação por níveis porque, para a ANA, o importante é o diagnóstico. “Independentemente da faixa em que o aluno se encontra, ele deve ser atendido por uma proposta pedagógica adequada”, explicou. “A lógica da ANA é dar para a escola e para as redes a oportunidade de intervenção relevante para cada criança.”
Sobre os dados, Janine Ribeiro ressaltou que há exemplos de sucesso em todas as unidades da federação.

Níveis

As escalas da ANA são divididas em níveis de proficiência, assim como ocorre na Prova Brasil e no Saeb. Em leitura e matemática, são quatro níveis, sendo o nível 1 o mais baixo e o nível 4, o mais alto. Em escrita são 5 níveis de desempenho. O MEC considera que o aluno está proficiente quando atinge o nível 2 em leitura e o nível 3 em escrita e em matemática. 

Leitura  

Os dados mostram que 22,21% dos alunos estão no nível mais baixo de leitura. Isto significa que eles só são capazes de ler palavras, mas não de compreender frases e textos. Em 2013, 24,13% estavam nesse nível – os dados apresentam, portanto, uma pequena evolução. 
No segundo nível, os alunos conseguem localizar informações explícitas em textos curtos, bem como reconhecer a finalidade deles, entre outras competências. Em 2014, 33,96% das crianças do 3º ano estavam nessa faixa de aprendizagem, contra 33,1% do ano anterior. 
No nível 3, em que o aluno já infere sentidos em relações mais complexas (como a de causa e consequência), estão 32,63% das crianças. Na primeira edição da prova, 32,85% estavam nesse ponto da escala.
O nível mais alto de proficiência, o quarto, em que o aluno já domina relações de tempo em texto verbal e identifica os participantes de um diálogo em uma entrevista ficcional, por exemplo, tem 11,2% das crianças brasileiras. Houve evolução em relação a 2013, quando eram 9,92%. 
Como em outras avaliações e dados educacionais, as desigualdades entre as regiões brasileiras são grandes. No caso de leitura, por exemplo, 44% dos estudantes se encontram no nível 1 no Amapá e no Maranhão. Em Santa Catarina e em Minas Gerais essa taxa é de 9%. As Regiões Norte e Nordeste têm as maiores concentrações de crianças no primeiro nível da proficiência em leitura (35% e 36%, respectivamente) e as menores no nível 4, o mais alto (5% e 6%).

Escrita  

A escala de proficiência de escrita tem cinco níveis. O primeiro concentra os alunos que não conseguiram produzir um texto, entregaram a prova em branco ou apenas com desenhos. Do total de crianças do 3º ano de escolas públicas que fizeram a ANA, 11,64% estão no nível 1.
A faixa de proficiência subsequente agrega os alunos que ainda trocam as letras das palavras e, portanto, não produzem textos legíveis. O nível 2 concentra 15,03% dos alunos brasileiros.
Já o nível 3 tem 7,79% das crianças, cuja pontuação na prova mostra que elas conseguem escrever palavras com sílabas canônicas (consoante-vogal), mas com erros. A produção textual desses alunos é considerada inadequada à proposta da avaliação.
O nível 4 é o que concentra a maioria dos alunos: 55,66%. É nele, segundo o MEC, que começa a aquisição do texto por parte do aluno, já que conectam as partes do texto e conseguem dar continuidade a uma narrativa – porém, ainda existem inadequações como erros de pontuação.
A taxa do nível mais alto, o 5, revela que apenas 9,88% das crianças já escrevem de acordo com o que se espera ao fim do ciclo de alfabetização.
Assim como em leitura, na escrita as desigualdades regionais se mostram presentes. A Região Nordeste tem um quarto dos alunos no nível 1 e a menor taxa, junto aos estados do Norte, para o nível 5: 4%. Por sua vez, a Região Sul tem a menor concentração de alunos no primeiro nível (5%), enquanto o Sudeste tem o melhor índice para o nível 5: 15% das crianças.

Matemática  
No nível 1 da escala em matemática, as crianças do fim do ciclo de alfabetização conseguem ler as horas em relógios digitais e medidas em instrumentos (como termômetros e réguas ), por exemplo. Segundo os dados da ANA, 24,29% das crianças estão nesse nível, contra 23,7% da edição passada da prova.
No nível 2 estão 32,78% dos alunos (em 2013, eram 34,16%). Nessa faixa de proficiência, as crianças conseguem fazer as operações de adição (com até 3 algarismos) ou subtração (com até 2 algarismos), mas sem reagrupamento. Elas também reconhecem figuras geométricas planas por seus nomes, entre outras competências.
O nível subsequente é o dos alunos que já são capazes de completar sequências numéricas decrescentes (de números não consecutivos) e identificar frequências iguais em gráfico de colunas. Nele, estão 17,78% das crianças que fizeram a ANA. Em 2013, eram 18,23%.
No ponto mais alto da escala estão 25,15% dos alunos (23,91% na edição anterior da prova). No nível 4, os alunos identificam categorias associadas a frequências específicas em gráficos de barra e também calculam operações de adição de duas parcelas de até 03 algarismos (com mais de um reagrupamento – na unidade e na dezena).
Entre as regiões, novamente o Nordeste tem os piores resultados, concentrando 39% das crianças no nível 1. O Norte apresenta a menor no melhor nível, o 4, com 12%.
Já o Sudeste tem a menor taxa no nível 1 (14%) e a maior no 4 (36%) do Brasil.

Calendário   
No mês de outubro – mas sem data definida –, o Inep promete divulgar os relatórios pedagógico e estatístico da ANA e também os micros dados da avaliação.



Fonte: Todos pela Educação